de Edmilson Alves
Fortaleza 03/10/2008
A família é na intimidade
Formada por tipos humanos diferentes
Em que um é risonho, o outro é tristonho...
Um é alegre e exibido,
O outro é tímido e retraído
Porém num projeto de amor –
Em que há diferenças boa e ruim
Deve haver a tolerância
No início, meio e fim!
Família é a possibilidade
De repartirem-se os bens e males.
Na construção da afeição
Onde as diferenças
Que criam as desavenças
Devem gerar harmonia
No verbo do coração!
.
A história de uma relação
Na riqueza e na pobreza,
Na boa e má fama,
Nas lutas e vitórias,
Na glória e humilhação
Tem inicio, meio e fim.
-- Na lógica da perfeição.
Viver apenas o início da caminhada...
Semelhante a marinheiros de primeira jornada
É o mesmo que contemplar o mar
-- Sem nele considerar
Os tesouros submersos...
Pra que serve uma relação?
Para tornar a vida a dois
De pessoas diferentes,
Pra superarem sorridentes –.
-- O mau humor e a inquietação,
Do fosso da incompatibilidade.
Família é cooperação
Na relação de nova história
Que em permanente construção...
Deve ser bem sedimentada
Com a raiz ficada ao chão
O caule voltado ao céu
-- Pra vencer a tempestade!
Família também parece
Uma grande construção,
Quando lhe tiram um tijolo
Ela também fenece.
Um é risonho, outro tristonho...
Um alegre e exibido,
Outro é tímido e retraído
O sucesso da família
Depende da cumplicidade
Depende de compreensão
De cônjuges incitados em remar o amor
-- para reconstrução do homem.
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
A M E N T I R A
de Edmilson Alves
A mentira, senhora ignóbil do mundo,
É hábil e astuta...
Escondendo-se com a máscara da astúcia,
Veste mil disfarces...
E sob o manto da hipocrisia,
Dissimula a sua face!...
Daí os dois males capitais do mentiroso...
Não crer nem ser crido!...
Desgraçado e cruel é, portanto,
A sociedade corrompida com o artifício
De quem profere palavras virtuosas...
E mente com o coração.
A mentira é igual a uma bola de neve...
Quanto mais rola, mais exacerbação.
A fraude jamais alivia o coração,
São palavras proferidas sem lealdade...
Sem distinção.
Entretanto, as mais cruéis mentiras são,
às vezes, ditas em silêncio.
Sem ruído, nem vacilação.
O mentiroso compulsivo
Não ama nem odeia.
Não se apega a nenhuma doutrina...
Não se definha sob nenhum preconceito...
Não se compromete com nenhuma palavra.
É um traidor que profana e com
Gestos, palavras e juramentos,
Mente e engana...
Causando asco e pavor,
Com procedimentos
E vis pensamentos.
Finge-se moralista.
Fala a linguagem política,
Da moralidade e do perdão...
Simula-se salvador dos oprimidos...
Mas destila o ranço da corrupção!...
Sinistro...
Caminha furtivo e ausente...
Enganando e mentindo...
Com temível sentimento...
Quem és?!... (perguntam os incautos)...
Eu sou um dos componentes
Da política brasileira...
Sou a promessa que engana
Com juramentos que profana
A esperança altaneira.
Sou a programação política
Veiculada em rádio, jornais e televisão.
Que antecede a decisiva eleição
De vereadores até presidente...
Sou eternamente
A mentira do primeiro de abril...
Sou a lama do caminho...
O verme que corroi a luta do povo varonil...
Eu sou a fraude de colarinho branco...
Sou a falsidade que jamais alivia o coração...
Sou palavras proferidas sem lealdade...
E sem distinção,
Sou o silêncio... Que silencia o Brasil
Sem ruído, e sem vacilação,
Finjo ser o salvador de minha pátria!...
A mentira, senhora ignóbil do mundo,
É hábil e astuta...
Escondendo-se com a máscara da astúcia,
Veste mil disfarces...
E sob o manto da hipocrisia,
Dissimula a sua face!...
Daí os dois males capitais do mentiroso...
Não crer nem ser crido!...
Desgraçado e cruel é, portanto,
A sociedade corrompida com o artifício
De quem profere palavras virtuosas...
E mente com o coração.
A mentira é igual a uma bola de neve...
Quanto mais rola, mais exacerbação.
A fraude jamais alivia o coração,
São palavras proferidas sem lealdade...
Sem distinção.
Entretanto, as mais cruéis mentiras são,
às vezes, ditas em silêncio.
Sem ruído, nem vacilação.
O mentiroso compulsivo
Não ama nem odeia.
Não se apega a nenhuma doutrina...
Não se definha sob nenhum preconceito...
Não se compromete com nenhuma palavra.
É um traidor que profana e com
Gestos, palavras e juramentos,
Mente e engana...
Causando asco e pavor,
Com procedimentos
E vis pensamentos.
Finge-se moralista.
Fala a linguagem política,
Da moralidade e do perdão...
Simula-se salvador dos oprimidos...
Mas destila o ranço da corrupção!...
Sinistro...
Caminha furtivo e ausente...
Enganando e mentindo...
Com temível sentimento...
Quem és?!... (perguntam os incautos)...
Eu sou um dos componentes
Da política brasileira...
Sou a promessa que engana
Com juramentos que profana
A esperança altaneira.
Sou a programação política
Veiculada em rádio, jornais e televisão.
Que antecede a decisiva eleição
De vereadores até presidente...
Sou eternamente
A mentira do primeiro de abril...
Sou a lama do caminho...
O verme que corroi a luta do povo varonil...
Eu sou a fraude de colarinho branco...
Sou a falsidade que jamais alivia o coração...
Sou palavras proferidas sem lealdade...
E sem distinção,
Sou o silêncio... Que silencia o Brasil
Sem ruído, e sem vacilação,
Finjo ser o salvador de minha pátria!...
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