Mostrando postagens com marcador Pedro Valdoy. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pedro Valdoy. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de julho de 2009

ONDE ESTOU?

onde_estou

de Pedro Valdoy
fevereiro 2008

na solidão
perante o vazio
que ronda meu ser
sinto o peso do Universo

quase cego
sem ternura
sinto-me no deserto
de ideias loucas

o silêncio é total
nem uns pingos
melodiosos ouço
como um deserto de ideias

as estrelas
tentam sorrir
sem o carinho habitual
no areal das gaivotas

sentado aguardo
pingos de uma sinfonia
e então talvez
se verificasse a onda de um sorriso

quarta-feira, 17 de junho de 2009

SE FOSSE ÁGUIA

de Pedro Valdoy

Se fosse águia
voaria entre as nuvens
e observava a maldade
ou a bondade do ser

Se fosse nuvem
livrava-me de preconceitos
e passeava ao sabor do vento
Atravessava montes e vales

Se fosse criança
na ingenuidade da infância
negava-me terminantemente
a ser adulto pelo aviltamento da vida

Com asas passearia
através do sonho
coberto de rosas
e sentir-me-ia beijado por ti.

Se fosse o infinito
ensombrado pelo Universo
sorriria por algo impossível
na majestade de um reino.

quarta-feira, 25 de março de 2009

VENTOS

de Pedro Valdoy
21 de março de 2009

Soam os ventos
da minha infância
suaves saudosos
por entre o areal

Como gotas de sisal
na ingenuidade pura
na beleza de uma flor
azul ou branca mas indecisa

São pingos de um passado
longo mas feliz
de uma criança que fui
acarinhada abençoada

Passo a passo
dançavam os dias
com o sorriso das Primaveras
na folhagem dos adultos

Meio adormecido
no canto dos pardais
por entre a verdura da verdade
voaram os anos

Hoje sou outro
nas trevas do tempo
cansado farto
de tanto cinismo

A tristeza invade-me
perante a frieza
de uma sociedade
desfeita egoísta

O meu destino
aproxima-se das estrelas
de uma humildade desejada
para um fim sereno...

http://www.pedrovaldoy.recantodasletras.com.br