de Tere Penhabe
Santos, 09/04/2009
Perder: esse verbo devia ser eliminado dos dicionários. Não tem coisa mais difícil de lidar, do que a tal da perda.
E no entanto todos nós sabemos que a vida é um misto de perdas e ganhos.
Quando ganhamos, é fácil! A excitação toma conta de nós por dentro e por fora, e a gente quer o mundo aos nossos pés para ouvir as novidades, para saber que estamos "por cima", "em alta".
O mundo todo aos pés, geralmente não conseguimos, mas uma revista, um jornal, alguém tem que publicar a nossa felicidade, ara se tem! E tudo é festa.
Mas quando perdemos... ah moço, aí a coisa se complica!
Para começar, precisamos de um "bode expiatório". Sim, porque alguém, tem sempre que "pagar o pato" pelas nossas perdas.
Perder e deixar por isso mesmo? Sem acusar ninguém, sem mandar alguém para o tronco? Nem pensar!
Se eu perdi, alguém é culpado e ponto final.
Mas não é bem assim, não é mesmo? Não me ocorre que eu posso ter perdido por falta de sorte, por desígnios de Deus ou até mesmo, por falha minha. Porque não tenho prestado atenção no outro e tenho deixado que o vento me leve à revelia, sem parar para analizar se o lado que o vento está me levando, é o lado que me interessa...?
Não me ocorre que posso ter perdido por falta de atenção, por ficar o dia inteiro colada no computador sem ver o resto dos giros do mundo à minha volta... e por aí vai.
E de repente eu descubro: cheguei aonde não queria! Epa, esse não é o meu porto!
E em vez de recomeçar serenamente... virar o barco e velejar de novo, desço e encho as duas mãos de pedras para atirar... só preciso decidir quem vai ser o alvo... aquela juiza safada, a funcionária do INSS ou a concubina mesmo, que acredita estar lutando por seus direitos?
Que triste... e mais triste ainda, é não perceber o quanto estou sendo ridícula, acusando os outros da minha própria incompetência. Não percebo que os outros, principalmente os que não são alvos da minha ira, que eles são inteligentes, observam, pensam, deduzem, tiram conclusões... não percebo que não sou a mais esperta do mundo. O raio do resto do mundo também é esperto. Que "porre"!
Pois é... gosto dos temas que eu domino. Sou uma perdedora nata!
E a cada nova perda, faço um esforço sobre-humano para não acusar ninguém... às vezes consigo, outras vezes nem tanto... mas se me virem acusando alguém de alguma perda minha, está dada a autorização: desmintam-me!
Ninguém é culpado das nossas perdas, a não ser nós mesmos. E nem sempre, quando perdemos, alguém ganha. Vez ou outra, todos perdemos... muito ou pouco, mas a perda é rateada entre todos os envolvidos.
Portanto, diante da perda, o melhor que se faz é, como dizia minha saudosa avozinha: "enfiar o rabo entre as pernas e meter o pé na estrada", de cabeça baixa.
De nada adianta esbravejar, xingar, caluniar... melhor mesmo é calar. Nada é mais reconfortante nem mais inteligente do que o silêncio, depois de uma perda.
O meu direito termina, onde começa o direito do outro... velho isso, não é? Mas é a verdade mais "chata" que eu conheço! E é inegável que é verdade.
Que bom se só o direito dos outros estivesse sujeito a limites... que bom se o meu egoísmo agigantasse o meu direito.
Mas não é assim também... goste ou não, sou obrigada a admitir: Todos temos direitos iguais.
E se eu tiver direito de ofender, magoar, caluniar alguém porque perdi, o direito da outra pessoa é igual, e o mundo se transformará numa pancadaria geral, e acabarão as poesias, as alegrias, o bem estar... a paz.
E ninguém tem direito a destruir a paz, principalmente a alheia... paremos pois. Calemos, pois. Sejamos pois, inteligentes.
Estou indo para uma empreitada, onde vou tentar reaver algo que perdi... não, dessa vez não foi marido, foi coisa mais séria. Marido eu já perdi dois. A bem da verdade, um deles, me perdeu, e o outro eu perdi.
Mas tenho pra mim que nessas perdas, o benefício foi revertido para mim mesma. A perda teria sido, um "custo-benefício", como diz minha filhota. Eles eram rabugentos demais! E jovens... imagine quando envelhecessem... bah!
Se eu conseguir reaver o que perdi, o que não vai ser fácil, certamente escreverei um cordel. Se não conseguir... só de saber que não significa o fim, a morte... já é meio caminho andado para eu achar que tudo bem, um dia se perde, no outro se ganha, vamos em frente...
E sem xingar.
www.amoremversoeprosa.com
quarta-feira, 17 de junho de 2009
NÃO ENCONTRA PAZ
de Marcial Salaverry
Não encontra Paz,
o homem que se deixa levar pela ambição,
pelo orgulho, pela falsa sensação de poder.
Jamais encontrará Paz,
aquele que não souber meditar,
que não souber apreciar a Natureza,
que não conseguir ver beleza
nessas coisas simples da vida.
Não encontrará Paz
aquele que só pensar em guerra,
e dessa maneira enterra
os sonhos de Paz de todo o mundo.
Aquele que não sabe ouvir o clamor do povo,
que, mesmo sabendo que a
"voz do povo, é a voz de Deus",
quer dar à Paz um grande adeus...
Em seu coração, não há Deus,
pois não ouvindo a voz do clamor popular,
não estará ouvindo a voz de nosso Criador,
que disse: Paz na Terra aos homens de boa vontade.
Essa é a grande verdade,
Paz aos homens de boa vontade...
E quem não a tem?
Não encontra Paz,
o homem que se deixa levar pela ambição,
pelo orgulho, pela falsa sensação de poder.
Jamais encontrará Paz,
aquele que não souber meditar,
que não souber apreciar a Natureza,
que não conseguir ver beleza
nessas coisas simples da vida.
Não encontrará Paz
aquele que só pensar em guerra,
e dessa maneira enterra
os sonhos de Paz de todo o mundo.
Aquele que não sabe ouvir o clamor do povo,
que, mesmo sabendo que a
"voz do povo, é a voz de Deus",
quer dar à Paz um grande adeus...
Em seu coração, não há Deus,
pois não ouvindo a voz do clamor popular,
não estará ouvindo a voz de nosso Criador,
que disse: Paz na Terra aos homens de boa vontade.
Essa é a grande verdade,
Paz aos homens de boa vontade...
E quem não a tem?
A PAZ QUE PROCURAS
de Marcial Salaverry
A paz que procuras,
que procuras sem encontrar,
em seu coração, a vais achar...
Olhe lá dentro,
dentro de sua alma,
aquele sentir que te acalma,
e que essa paz te traz...
A paz existe em todos nós,
é preciso que a deixemos aflorar,
não a podemos segurar...
Precisamos transmiti-la,
para que outros possam senti-la...
Deixemos nossa paz interior
vagar por nosso exterior...
Mostremo-la sem temor...
Mostremos nosso amor...
Quem sabe esses meninos
que brigando estavam,
possam finalmente sentir
lá dentro,
essa luz brilhar...
E assim a PAZ possa aflorar...
E o mundo, assim, melhorar...
A paz que procuras,
que procuras sem encontrar,
em seu coração, a vais achar...
Olhe lá dentro,
dentro de sua alma,
aquele sentir que te acalma,
e que essa paz te traz...
A paz existe em todos nós,
é preciso que a deixemos aflorar,
não a podemos segurar...
Precisamos transmiti-la,
para que outros possam senti-la...
Deixemos nossa paz interior
vagar por nosso exterior...
Mostremo-la sem temor...
Mostremos nosso amor...
Quem sabe esses meninos
que brigando estavam,
possam finalmente sentir
lá dentro,
essa luz brilhar...
E assim a PAZ possa aflorar...
E o mundo, assim, melhorar...
A PAZ QUE PROCURAS
de Marcial Salaverry
A paz que procuras,
que procuras sem encontrar,
em seu coração, a vais achar...
Olhe lá dentro,
dentro de sua alma,
aquele sentir que te acalma,
e que essa paz te traz...
A paz existe em todos nós,
é preciso que a deixemos aflorar,
não a podemos segurar...
Precisamos transmiti-la,
para que outros possam senti-la...
Deixemos nossa paz interior
vagar por nosso exterior...
Mostremo-la sem temor...
Mostremos nosso amor...
Quem sabe esses meninos
que brigando estavam,
possam finalmente sentir
lá dentro,
essa luz brilhar...
E assim a PAZ possa aflorar...
E o mundo, assim, melhorar...
A paz que procuras,
que procuras sem encontrar,
em seu coração, a vais achar...
Olhe lá dentro,
dentro de sua alma,
aquele sentir que te acalma,
e que essa paz te traz...
A paz existe em todos nós,
é preciso que a deixemos aflorar,
não a podemos segurar...
Precisamos transmiti-la,
para que outros possam senti-la...
Deixemos nossa paz interior
vagar por nosso exterior...
Mostremo-la sem temor...
Mostremos nosso amor...
Quem sabe esses meninos
que brigando estavam,
possam finalmente sentir
lá dentro,
essa luz brilhar...
E assim a PAZ possa aflorar...
E o mundo, assim, melhorar...
A PALAVRA
de Pedro Valdoy
Lisboa Abril 2007
Pelo mundo se espalha a palavra de Deus
misericordioso bondoso
com seu sorriso de paz
que atravessa o Universo
Os anjos entoam cânticos
pela paz proclamada
pelo ditoso Senhor
que nos protege sorridente
Somos almas de Deus
nosso ditoso Senhor e Mestre
que divulga a palavra
através do mensageiro Jesus
As planícies deliram
com as vozes de Deus
com o oscilar do vento
num murmúrio encantador
Os poetas
entoam seus versos
com a inspiração do Senhor
que lhes dá a beleza e a paz
Ó meu Senhor
eu me ajoelho a pedir graças
pelo condão de me dares um sorriso
da tua felicidade
A minha felicidade
é grande e harmoniosa
graças à tua bondade
quanto tens feito por mim
Obrigado meu Senhor
obrigado
Ajoelho-me nas terras
para um futuro paraíso.
Lisboa Abril 2007
Pelo mundo se espalha a palavra de Deus
misericordioso bondoso
com seu sorriso de paz
que atravessa o Universo
Os anjos entoam cânticos
pela paz proclamada
pelo ditoso Senhor
que nos protege sorridente
Somos almas de Deus
nosso ditoso Senhor e Mestre
que divulga a palavra
através do mensageiro Jesus
As planícies deliram
com as vozes de Deus
com o oscilar do vento
num murmúrio encantador
Os poetas
entoam seus versos
com a inspiração do Senhor
que lhes dá a beleza e a paz
Ó meu Senhor
eu me ajoelho a pedir graças
pelo condão de me dares um sorriso
da tua felicidade
A minha felicidade
é grande e harmoniosa
graças à tua bondade
quanto tens feito por mim
Obrigado meu Senhor
obrigado
Ajoelho-me nas terras
para um futuro paraíso.
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